Torrencial Valdívia Trail uma fantástica prova – 2º Dia

Torrencial Valdívia Trail uma fantástica prova – 1º Dia
13/07/2017
Hotel Naguilán: o oficial da Torrencial Valdívia Trail
16/07/2017

Terra mais chuva dá nisto. - Photo: Fernando Ruz

Valdívia/São Paulo  (Nova experiência…) – Se achei um charme só a volta de catamarã da Casa Mann para Valdívia (leia aqui) no sábado, a ida pelo trajeto inverso foi um must. No saguão da embarcação foi servido um café da manhã para todos os atletas da Travessia. Ao chegar próximo do desembarque, colocaram música e luzes para esquentar o clima. Chovia, por óbvio. Chegamos no ponto de largada lá pelas 8h45. Às 9h fomos chamados para a linha de largada. A chuva parou mas teríamos os 12km iniciais em subida. Meu medo era se em grande parte isso fosse em single track, mas felizmente era por um “estradão” o que não quer dizer que era fácil.

A estrada recortando uma reserva biológica era linda, mas estava tomada em muitas partes por muita lama, o que deixava as subidas complicadas, mas apesar da subida em muitos trechos corríamos. No sentido oposto, vinham atletas que disputavam as maiores distâncias da competição os 63k e 45k. Logo os profissionais já chegavam na Casa Mann, faziam o retorno e nos davam “uma volta em cima” de nós reles mortais.

Os meus medos em subir 12km em single track estava dissipado, e o melhor, desde a largada não chovia uma única gota. Milagre! Na altura do 11km chegamos a pontos bucólicos da estrada, com uns dois ou três “miradores”, como o Mirador Valdívia onde podíamos avistar a cidade de Valdívia a cerca de 30km de distância.

Chegamos ao pico máximo no 12km e mais um super ponto de abastecimento estava montado com tudo que era necessário para repor as nossas energias. Começamos a descer, dobramos à esquerda e saímos da estrada pela primeira vez para entrar em um técnico single track na mata fechada. A atenção ao piso era dividida com a atenção aos corredores mais rápidos das demais distâncias que desciam loucamente.

Saímos do single track e sempre descendo entramos por bucólicos pastos com gado de raça a nos observar. Corríamos por calhas de erosão ou trilha de barro.

Avistamos pela primeira vez o Oceano Pacífico do alto da montanha. Estamos perto de concluir a Travessia. O segundo dia foi bem mais fácil que o primeiro – ao menos se não tivéssemos nenhuma surpresa por vir. Fora às descidas muito íngremes, na medida que chegamos mais próximo a meta, a sensação de que mais uma prova seria concluída ficava nítida.

Mais um pouco e avistamos a arena, últimas descidas, uma porteira para pular e chegávamos ao nível do mar na belíssima praia de Pilolcura. Faltava agora algumas centenas de metros para a chegada. Era acelerar e gastar as últimas reservas.

Seria minha primeira corrida em estágio. O GPS Polar batia um pouco mais de 19km. Atravesso extasiado a linha de chegada. Pego minha medalha e vou lavar meus tênis e a alma no Pacífico. E agora, era só comemorar com chopp IPA (acredite!) servido à vontade pela organização dentro da lona do circo.

Eu era um finisher da primeira edição da Travessia (25km+19km) da Torrencial Valdívia Trail.

O Blog do Harry viajou à cidade de Valdívia, Chile, a convite da Nimbus Outdoor e da SERNATUR – Serviço Nacional de Turismo.

Harry Thomas Jr.
Harry Thomas Jr.
É Publisher do Blog do Harry. É jornalista especializado em corridas de rua desde 1999 quando lançou o site Maratona. Posteriormente esteve à frente dos portais Webrun e Running News. Expert em corridas tem matérias publicadas em todas as revistas de running do Brasil. Já participou de provas que vão dos 5k aos 67km na Argentina, Chile, Estados Unidos, Grécia e Japão. Além do asfalto aprecia Trail Run.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *