Pão de Açúcar Club: ícone do running brasileiro fecha suas portas

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O ano era 1989 e o sonho da executiva Ana Maria Diniz, herdeira do Grupo Pão Açúcar, era participar da Maratona de Nova York. Para colocar em pratica seu sonho contratou o jovem e já então promissor treinador Wanderlei de Oliveira, e após meses de árduos treinamentos concluiu em 1990 a “Rainha das Maratonas”.

Um ano depois, foi a vez do seu irmão, aquele que julgo ser o maior mecenas das corridas de rua do Brasil, o polido João Paulo Diniz,  24, cruzar a linha de chegada no Central Parque ao lado do Wanderlei, 31, com a marca de 3h30.

Ao término da prova, o João ligou para o Abílio Diniz para informar que tudo tinha dado certo.  Orgulhoso dos feitos dos filho disse: “Se é bom para nós, por quê não levarmos para os nossos funcionários?”.

E assim em 1° de janeiro de 1992 o técnico Wanderlei de Oliveira foi contratado pelo Grupo Pão de Açúcar e nascia o primeiro clube-empresa do Brasil: o Pão de Açúcar Club.

Foi um sucesso imediato. Nos anos 90 nas competições na cidade de São Paulo, que reuniam cerca de 1000 atletas , cerca de 500 corredores eram oriundos do Pão de Açúcar Club, com suas camisetas amarelas a invadirem os principais eventos de corridas disputados.

Os funcionários tinham à sua disposição dentro da empresa treinamento técnico, academia, exames médicos e nutricionistas além de inscrições de provas bancadas integralmente pela Companhia.

Os que mais se destacavam eram levados anualmente para correr a Maratona de Nova York com todas as despesas pagas pelo clube, chegando a equipe a ter mais de 100 funcionários na prova que deu origem ao projeto.

Até meados dos anos 2000, o clube ainda tinha participação expressiva nas provas do running brasileiro.

Com mudança no comando da Companhia, e consequentemente, a saída da família Diniz da empresa o clube foi sumindo das corridas de rua. Não se via mais os “amarelinhos” por aí. Ainda restava como fruto do clube, a Maratona de Revezamento do Pão de Açúcar, que no ano de 2016 levou quase 30 mil corredores às ruas de São Paulo.

Em 2017 a maratona definhou pela metade. Sem maiores investimentos o clube foi sendo deixado de lado pelos gestores da empresa e ontem, dia 13, os últimos profissionais que atuavam no Pão de Açúcar Club foram desligados e suas portas encerradas. Um triste momento para o running brasileiro.

Fica meu agradecimento a família Diniz e ao Wanderlei de Oliveira, pois sem o Pão de Açúcar Club, o running brasileiro não viveria seu momento e sucesso atual.

Harry Thomas Jr.
Harry Thomas Jr.
É Publisher do Blog do Harry. É jornalista especializado em corridas de rua desde 1999 quando lançou o site Maratona. Posteriormente esteve à frente dos portais Webrun e Running News. Expert em corridas tem matérias publicadas em todas as revistas de running do Brasil. Já participou de provas que vão dos 5k aos 67km na Argentina, Chile, Estados Unidos, Grécia e Japão. Além do asfalto aprecia Trail Run.

7 Comentários

  1. Maria rachel giotdam disse:

    Muito trisye

  2. Neuza gait disse:

    E realmente uma pena
    Faço parte de um grupo de terceira idade que era brindado com o programa de ginástica para clientes e que contava com excelente professor do clube, o Gabriel.
    E como marketing acho que funcionava pra empresa,pois invariavelmente fazemos compras após a aula.isso podera diminuir pois há outras opções não atreladas a pratica.
    Não creio que um grupo como o casino precise fazer contenção de despesas em tal segmento!

  3. VERA REGINA DE ABREU disse:

    O pão de açúcar acabou tb com a ginástica de idosos em todas as unidades q tinham. O prof. Gabriel foi demitido.
    Uma tragédia com os idosos q frequentam durante anos os exercícios todas as terças e quintas em Pinheiros. Uma falta de cidadania.

  4. Egidio disse:

    Parabens pela materia!

  5. Maurivan Oliveira Sampaio disse:

    Olá, é uma pena acabar assim um esporte tão especial, que arrastava milhares de brasileiros e incentivava as pessoas a praticar esporte físico, eu mesmo nunca fui de praticar esporte, mas no ano de 2015 foi a minha primeira participação na maratona de revezamento pelo GPA, corri também em 2017 e já estava me preparando para o ano seguinte, agora fiquei sabendo que o projeto não existirá mais, mas não vamos desanimar podemos continuar fazendo caminhadas e nunca parar de exercitar o nosso corpo, agradeço o GPA pelas oportunidades que tive e continuo tendo, um abraço a todos.

  6. Maurivan Oliveira Sampaio disse:

    Olá, é uma pena acabar assim um esporte tão especial, que arrastava milhares de brasileiros e incentivava as pessoas a praticarem esporte físico, eu mesmo nunca fui de praticar esporte, mas no ano de 2015 foi a minha primeira participação na maratona de revezamento pelo GPA, corri também em 2017 e já estava me preparando para o ano seguinte, agora fiquei sabendo que o projeto não existirá mais, mas não vamos desanimar podemos continuar fazendo caminhadas e nunca parar de exercitar o nosso corpo, agradeço o GPA pelas oportunidades que tive e continuo tendo, um abraço a todos.

  7. Eduardo da.silva disse:

    Fica muito triste em saber que toda esta estrura que fez tantas feliz acabou,eu fiz parte disso tudo,trabalhei quase 30 anos no grupo Pão de Açúcar,e.me dediquei 10 anos ao pão de açúcar club,com muito treinamentos e viagem,meus parabéns ao vanderlei de Oliveira e ao Abilio Diniz,abraços

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