Estudo da Nielsen traça perfil do corredor norte-americano

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A maior escola de marketing do mundo tem nome: A.C Nielsen. Maior companhia de inteligência de mercado mundial, é um dos orgulhos da minha ex-carreira corporativa na área de minha formação acadêmica. Com a empresa atuei por 12 anos, sendo seis diretamente e seis como cliente, e pude dividir experiências fantásticas com profissionais de alto quilate, visto ser um dos maiores celeiros de executivos de marketing da indústria de consumo ao redor do mundo.

Fuçando uns artigos da ex-firma, deparei-me com um artigo publicado no último 13 de abril focado em running e que contempla alguns dados númericos que ajudam a traçar um perfil psicográfico-qualitativo dos corredores norte-americanos.

O artigo começa afirmando que “as barreiras à entrada para corrida recreativa e jogging estão entre as mais baixas entre qualquer esporte”. É a velha história do tenha um tênis e calção e saia para correr. Essa facilidade de entrada de acordo com a pesquisa da Nielsen Scarborough, faz com que mais de um quarto de todos os americanos adultos (26,4%) tenham corrido no ano passado por lazer ou competindo de forma profissional ou amadora.

De acordo com a pesquisa da Nielsen Sports Sponsorlink, apenas 5% dos adultos nos EUA participam regularmente de corridas competitivas como maratonas, triathlons, meias maratonas e corridas de demais distância. O que indica um enorme potencial para a indústria de consumo de produtos, seja focando em produtos especificos de competição (nicho) ou na massa de joggers com produtos básicos.

O estudo demográfico realizado pela Nielsen Sports Sponsorlink and Scarborough foi a campo entre janeiro a dezembro de 2017 e dele participaram somente maiores de 18 anos de idade. O estudo mostrou a força das mulheres no running, já que 47% dos adultos dos EUA que correram ou correram no ano passado são do sexo feminino.

A Nielsen também indica o papel de sociabilização entre os “daters on-line”, internautas que utilizam de aplicativos de encontros e relacionamentos. Foi identificado que esse público “podem querer dar uma corrida pelo parque para encontrar seu crush”, ou seja, sair do virtual e ir para um relacionamento real. Aqueles que correram ou correram no ano passado são 38% mais propensos a serem solteiros e sem intenção de casar.

Solteiros ou casados, as pessoas que correram no ano passado também têm maior probabilidade de estar empregadas, ter um diploma universitário e se posicionar em faixas de renda mais altas do que os não corredores. Neste ponto em uma análise fria, podemos afirmar que cai por terra o esteríótipo brasileiro que “corrida continua a ser um esporte popular” no sentido das camadas menos abastadas econômicamente serem os maiores praticantes da modalidade. Esse cenário começou a mudar no inicio dos anos 2000, o que faz o Brasil estar alinhado neste quesito aos EUA.

Os corredores, segundo a Nielsen, tem 39% mais probabilidade ter uma renda familiar anual de US$ 250.000 ou mais, além de 35% mais probabilidade de possuir um diploma universitário e ainda 27% mais chances de estar empregado em tempo integral.

O estudo faz cair por terra alguns dogmas. Apesar das cidades de Nova York, Chicago e Boston promoverem algumas das maiores e mais importantes provas do mundo perdem em termos per capita para cidades como Houston, Salt Lake City e San Diego na correlação de corredores/habitantes.

Enquanto em Houston, Salt Lake City e San Diego 35% ou mais da população adulta correu no ano passado, comparativamente, as estatísticas mostram números inferiores em Chicago (31% ), Boston (28%) e Nova York com 26%.

Em última análise, fica claro que o alto número que pessoas não convertidas a corrida competitiva, traz um enorme potencial de crescimento do mercado de produção de eventos e dele decorrente, como produtos especificos e mais sofisticados utilizados em provas.

Harry Thomas Jr.
Harry Thomas Jr.
É Publisher do Blog do Harry. É jornalista especializado em corridas de rua desde 1999 quando lançou o site Maratona. Posteriormente esteve à frente dos portais Webrun e Running News. Expert em corridas tem matérias publicadas em todas as revistas de running do Brasil. Já participou de provas que vão dos 5k aos 67km na Argentina, Chile, Estados Unidos, Grécia e Japão. Além do asfalto aprecia Trail Run.

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