A sofisticação da trapaça nas corridas de rua

O jornalista good vibe
05/01/2018
O Real Digital Influencer
15/01/2018

Um amigo organizador europeu de corridas de rua que acompanhou pelas Redes Sociais os lamentáveis acontecimentos impetrados pelos “bandits” na última Corrida Internacional de São Silvestre, me escreveu atônito: “Os chips foram clonados também?”, ao deparar com as fotos dos atletas fraudadores.

Pois se não é a primeira vez que se “clonam” chips, foi desta vez que a sofisticação da pipocagem veio a tona com os integrantes da Run Up Assessoria Esportiva copiando não só o número de peito como também o chip.

Embora a clonagem seja tosca, uma vez que ela é só um xerox e não registre tempos, o modus operandi serviu para que na hora do controle visual nos bloqueios de entrada a fraude não fosse descoberta, elevando assim, a má fé ao quadrado.

Conversando com o organizador europeu ele me disse que é impossível fazer checagem eletrônica via QR Code ou scanneando corredores um a um sem atrapalhar a programação do evento.

A sugestão dele é desenvolver os números de peito criando marcas impossíveis de serem reproduzidas.

E assim, vamos aumentando os custos operacionais dos organizadores, e claro, quem vai bancar é o corredor legal.

Pipocas-Bandits são nocivos as corridas, reafirmo.

Harry Thomas Jr.
Harry Thomas Jr.
É Publisher do Blog do Harry. É jornalista especializado em corridas de rua desde 1999 quando lançou o site Maratona. Posteriormente esteve à frente dos portais Webrun e Running News. Expert em corridas tem matérias publicadas em todas as revistas de running do Brasil. Já participou de provas que vão dos 5k aos 67km na Argentina, Chile, Estados Unidos, Grécia e Japão. Além do asfalto aprecia Trail Run.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *